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2 de abril – Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo (TEA)

Sindicatos, representados pela Advocacia Garcez, obtêm vitórias importantes na redução de jornada de famílias atípicas

 

Hoje, Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo (TEA), celebramos não apenas a importância da inclusão e do entendimento, mas também vitórias concretas na luta pelos direitos das famílias que convivem com o Transtorno do Espectro Autista.

Sindicatos de trabalhadores, representados pela Advocacia Garcez, demonstraram seu compromisso com essa causa ao garantir, em duas ações coletivas distintas, o direito à redução de jornada para pais e mães trabalhadores com filhos autistas, sem prejuízo salarial ou necessidade de compensação.

DOIS CASOS, UM OBJETIVO COMUM

Recentemente, o Sindicato Nacional dos Trabalhadores na Indústria Moedeira obteve uma liminar significativa no Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-1).

A decisão obriga a Casa da Moeda do Brasil (CMB) a reduzir a jornada de trabalho de seus empregados que possuem filhos diagnosticados com TEA ou outras neurodivergências.

Em outra frente, o Sindicato dos Bancários do Distrito Federal havia ingressado com ação pleiteando benefício similar para os empregados da Caixa Econômica Federal.

A Justiça do Trabalho em Brasília concedeu liminar com efeito imediato, garantindo ao longo do ano benefícios concretos a diversos pais e mães.

AVANÇOS INDIVIDUAIS TAMBÉM IMPORTAM

Além das ações coletivas, decisões individuais também têm contribuído para fortalecer os direitos das famílias atípicas, em processos nos quais a Advocacia Garcez atua representando trabalhadores e trabalhadoras. Em Brasília, um bancário do Banco do Brasil diagnosticado com TEA garantiu por liminar o direito ao teletrabalho — decisão que permanece vigente até hoje.

Outro exemplo é o de uma bancária da Caixa Econômica Federal, em Goiânia, que há apenas duas semanas obteve sentença favorável reconhecendo o direito de incluir seu filho autista de 37 anos como dependente no plano de saúde. A decisão já transitou em julgado.

RECONHECIMENTO DA SOBRECARGA

Essas decisões representam mais do que vitórias legais; são um reconhecimento da sobrecarga enfrentada por cuidadores e da importância da presença parental no desenvolvimento e bem-estar de pessoas com TEA.

A atuação reforça que a luta por um ambiente de trabalho mais justo e inclusivo passa, necessariamente, por garantir condições para que os trabalhadores possam exercer a parentalidade de forma digna e presente, especialmente quando há necessidades especiais envolvidas.

Neste 2 de abril, enquanto o mundo se volta para a conscientização sobre o autismo, essas conquistas judiciais servem como lembrete poderoso de que a luta por direitos é contínua — e que avanços concretos são possíveis, sobretudo para famílias atípicas.

Mês da Consciência Negra

Novembro é o mês da Consciência Negra, momento de reflexão e debates de temas como enfrentamento do racismo estrutural, a importância da representatividade negra e o efetivo combate ao racismo e a desigualdade social.

É sempre importante lembrar que mais da metade da população brasileira é composta por pessoas negras, sendo estas sistematicamente excluídas de espaços de poder e representação social, cultural e política.

Segundo IBGE, na segunda edição do estudo “Desigualdades por cor e raça”, confirmou-se entre as pessoas negras o menor acesso a emprego, educação e saneamento básico.

A proporção de pessoas negras abaixo da linha da pobreza no Brasil é quase o dobro da de brancos, segundo critérios estabelecidos pelo Banco Mundial. Foi confirmado ainda que o rendimento médio mensal dos brancos é quase o dobro do que recebem os negros (população composta por pretos e pardos), sendo que esta distorção permanece mesmo quanto os trabalhadores têm o mesmo nível de escolaridade.

Embora tais números demonstrem apenas uma parte da desigualdade perpetrada no Brasil em relação à população negra, eles já demonstram de forma contundente a profundidade desta desigualdade e a urgência de que ações efetivas sejam propostas e efetivamente implementadas, bem como a necessidade de que toda a população se engaje nesta luta.

Fontes: https://www.ibge.gov.br/estatisticas/sociais/populacao/25844-desigualdades-sociais-por-cor-ou-raca.html

 

Dia Internacional para Relembrar o Tráfico de Pessoas para fim de Escravidão e sua Abolição

Dia Internacional para Relembrar o Tráfico de Pessoas para fim de Escravidão e sua Abolição

Em memória a Revolta das Pessoas Escravizadas em Santo Domingo em 1791, a Unesco escolheu o dia 23 de agosto para Relembrar o Tráfico de Pessoas para fim de Escravidão e sua Abolição.
A revolução em Santo Domingo, hoje região do Haiti, é um importante marco para a abolição do comércio transatlântico de pessoas escravizadas, porém tão importante quanto relembrar a coragem de homens e mulheres que se revoltaram em face da escravidão, é a consciencialização para a combate de todo e qualquer tipo trabalho forçado ou degradante.

De acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), em 2021, 49.6 milhões de pessoas viviam em situação análoga à escravidão no mundo. No Brasil, entre 1995 e 2020, mais de 55 mil pessoas foram resgatadas de condições de trabalho análogas à escravidão, segundo o Radar da Subsecretaria de Inspeção do Trabalho (SIT), vinculada à antiga Secretaria Especial de Previdência e Trabalho (SEPRT), que. à época, era do Ministério da Economia.
Diante de tais números, é evidente que toda a sociedade deve se responsabilizar na busca pela liberdade e vida digna de todos os seres humanos.

Fonte: https://www.ilo.org/brasilia/temas/trabalho-escravo/lang–pt/index.htm
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